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DIREITOS REPRODUTIVOS: TRAGÉDIA OU TRAJETÓRIA?


Margareth Arilha

Os direitos reprodutivos são uma construção política que insere a reprodução das mulheres no campo da cidadania, justiça social e dos direitos humanos.

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BRASIL, UM PAÍS DE TODOS?


Roberto Lorea

Ao convidar somente católicos e evangélicos para debater a constitucionalidade de um projeto de lei, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) revela sua face intolerante, deixando de contemplar a diversidade religiosa existene no país.

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NOVOS DIREITOS


Maria Luiza Heilborn
CLAM-IMS-UERJ

Os costumes sexuais vêm se modificando de maneira veloz. Na França, a idade mediana de iniciação sexual para jovens é de 14,3 para as moças e 13,7 para os rapazes. A do Brasil está estimada em idades mais tardias, mantendo a diferenciação entre os sexos.

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A CCR

Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR)
, fundada em 1991 e instalada desde então no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), é uma entidade civil de âmbito nacional e sem fins lucrativos cujo objetivo é a promoção dos direitos reprodutivos segundo os princípios das Declarações da ONU, mais especificamente os da Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher.

Sua principal meta de trabalho é a defesa do respeito à liberdade e à dignidade da população brasileira no campo da sexualidade, saúde e direitos reprodutivos.

 


 

I CICLO DE DEBATES DA CCR

Promovido pela Comissão de Cidadania e Reprodução, o seminário “Os Perigos do Conservadorismo sobre o Direito a Saúde” reuniu na sede do Cebrap, em São Paulo, um importante grupo de pensadores que analisou, debateu e refletiu sobre as conseqüências da influência dos valores religiosos na vida política brasileira.

Fonte: Blog Mulheres de Olho / Instituto Patricia Galvão 

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FRASE DA SEMANA

"Parabenizamos a jornalista Adriana Dias Lopes pelo artigo “Aborto on-line”(VEJA 2072). Em sua análise transparece um fato mundial muito importante do qual não escapamos no Brasil: 80.000 mulheres morrem por ano em função de abortos clandestinos, majoritariamente nos países pobres que criminalizam o aborto. Entre nós o aborto clandestino é a quarta causa de mortalidade materna. Duas lógicas perguntas merecem ser respondidas: 1)a quem interessa manter o aborto como crime, de acordo com o Código Penal de 1940, e ameaçar as mulheres que o praticam com pena de cadeia de 1 a 3 anos? 2)se há medicamentos que permitem o “aborto medicinal” como é o caso do Misoprostol(Cytotec), protegendo a vida e a saúde das mulheres, por que proibí-los? Convém ressaltar que o Cytotec era comercializado no Brasil até que no Governo Collor o então Ministro da Saúde, Alceni Guerra, proibiu a sua venda livre em farmácias."

Thomaz Rafael Gollop - Professor Livre Docente
pela Universidade de São Paulo, 03/08/2008

NOTÍCIAS DO DIA

TENDÊNCIAS/DEBATES FSP: Lei Maria da Penha, já!

(7/8/2008)

Folha de São Paulo

NILCÉA FREIRE

A JOVEM Lei Maria da Penha (11.340/06), que completa hoje seu segundo ano, desde sua sanção pelo presidente Lula, tornou-se um dos marcos legais com o mais amplo apoio da sociedade brasileira na história recente de nossa democracia. Porém, sua diferenciada aplicação em todo o território nacional indica um descompasso entre as demandas da sociedade e a Justiça, ao mesmo tempo em que coloca desafios gigantescos para todos os Poderes, bem como para toda a sociedade.

A enorme acolhida que a Lei Maria da Penha amealhou em tão pouco tempo -seja pelo movimento feminista e de mulheres, seja pela imprensa, seja pelo conjunto da sociedade- agora é traduzida em números: 83% de aprovação.

Esse índice foi aferido por pesquisa elaborada pelo Ibope/Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, com apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, realizada nos dias 17 a 21 de julho, de abrangência nacional (2.002 entrevistas em 142 municípios), com margem de erro máxima estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.


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Grupo transforma pele humana em neurônios

(1/8/2008)

Folha de São Paulo

IGOR ZOLNERKEVIC
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Tecido nervoso ganha potencial de células-tronco.

Um grupo de pesquisadores dos EUA conseguiu alterar células extraídas da pele de uma mulher de 82 anos sofrendo de uma doença nervosa degenerativa e conseguiram transformá-las em células capazes de se transformarem virtualmente em qualquer tipo de órgão do corpo. Em outras palavras, ganharam os poderes das células-tronco pluripotentes, normalmente obtidas a partir da destruição de embriões.

O método usado na pesquisa, descrita hoje na revista Science, existe desde o ano passado, quando um grupo liderado pelo japonês Shinya Yamanaka criou as chamadas iPS (células-tronco de pluripotência induzida). O novo estudo, porém, mostra pela primeira vez que é possível aplicá-lo a células de pessoas doentes, portadoras de ELA (esclerose lateral amiotrófica), mal que destrói o sistema nervoso progressivamente.


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