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NOTÍCIAS SOBRE LIMEIRA / SP
- “É uma crueldade, mas a lei deve ser cumprida”, 20/06/2008
- No interior de São Paulo mais 200 mulheres são ameaçadas de prisão, 19/06/2008
- Liminar solta médico de clínica de aborto fechada em Limeira, 29/4/2008
- Médico acusado de fazer abortos em Limeira é solto, 28/04/2008
- Bispo critica eutanásia e aborto, 06/02/2008
- Padrasto assedia, estupra, engravida e provoca aborto, 30/01/2008
- A vida é um bem indisponível, 06/12/2007
- Aborto: TJ nega recurso e mantém médico preso, 31/10/2007
- Aborto: Das 200 mulheres, nenhuma é de Limeira, 24/10/2007
- Conselho já apura médico do caso aborto, 23/10/2007
- Trauma: Elas abortaram. E contam sua história, 20/10/2007
- Aborto: Vizinhos ficaram surpresos com clínica, 19/10/2007
- Saúde: SUS realizou 214 abortos em 1 ano, 18/10/2007
- Clínica de Aborto: Encontrada lista com 200 nomes de clientes, 18/10/2007
- Aborto: Polícia estoura clínica clandestina, 17/10/2007
“É uma crueldade, mas a lei deve ser cumprida”, 20 de junho de 2008
Pelo menos 2.090 mulheres serão investigadas pela polícia no próximo período, por suspeita de aborto em Campo Grande. Outras 7.215 fichas estão prescritas. E 25 mulheres já estão cumprindo penas alternativas
O judiciário do Mato Grosso do Sul têm tentando minimizar a verdadeira perseguição que as mulheres do estado sendo submetidas.
Em audiência na Câmara dos Deputados ele afirmou que das 9.896 fichas apreendidas no local, o crime teria prescrito ou as pacientes não puderam ser relacionadas ao aborto em 7.215 casos. Restando 2.090 fichas, do período de 2000 a 2007, que serão analisadas pela polícia, ouvidas em depoimentos e levadas ao Ministério Público a quem cabe formalizar a denuncia e o processo na justiça.
O juiz acredita que desse total deva restar 1.000 mulheres que poderão ser investigadas. A seleção parte da existência de indício ou não de participação no crime. Porém, não é exatamente isso que deve acontecer.
Para a delegada responsável pelo inquérito policial, Regina Márcia R. B. Mota, com quem as fichas estão nesse momento para serem avaliadas, das 2.090 fichas em que o crime não prescreveu, a maior parte dessas mulheres deve ser ouvida para confirmar atendimento na clínica.
Mesmo porque além das mulheres estão sendo procurados mais elementos para ser usados contra a médica e os funcionários da clinica, que são processados por apologia ao crime, formação de quadrilha e aborto.
Para tal conclusão bastar avaliar o caso das mulheres que foram indiciadas no ano passado. Em 2007, de acordo com a avaliação e portaria da delegada, depois de ouvir aproximadamente 52 mulheres, chegou a conclusão de que 16 mulheres poderiam ser processadas. Mas com os inquéritos em mãos a promotoria aumentou esse número para 25 indiciamentos.
Para a delegada Regina Márcia, que já trabalhou na secretaria de políticas para as mulheres do governo anterior, do Zeca do PT, e tem especialização em questões de gênero, o entendimento da polícia, que tem o primeiro contato com as mulheres investigadas, e muitas vão à delegacia sem advogado, pode ser diferente do entendimento do Ministério Público. É por isso o número de mulheres processadas pode ser maior do que o aquele que sai da delegacia.
Os números da hipocrisia
Mesmo que em Mato Grosso do Sul, não se confirme o processo contra as 10.000, em breve somando-se todos os casos que podem surgir país a fora esse número será facilmente atingido.
Dados da OMS revelam que são realizados a cada ano cerca de 50 milhões de abortos no mundo, 19 milhões dos quais de forma clandestina e insegura. No Brasil, de acordo com dados do Ipas Brasil são efetuados cerca de 1,1 milhão abortos anualmente, 75% deles induzidos voluntariamente e executados de maneira insegura.
Apesar dessa realidade, ignorância e preconceito religioso e uma política de perseguição prevalecem no debate a respeito do aborto, e propostas absurdas pretendem tornar o aborto crime hediondo etc. Daqui, o próximo projeto de lei será para criar no judiciário seções específicas e delegacias especializados para investigar casos de aborto e garantir a punição contra as mulheres.
E o precedente já foi aberto. Outros casos já estão acontecendo como conseqüência do processo de Campo Grande. Em Limeira, no interior de São Paulo, 200 mulheres serão investigadas, também através de fichas apreendidas em clínica que funcionava na cidade.
Nas palavras da delegada “é uma crueldade, mas a lei deve ser cumprida.” E é em nome dessa lei, do código penal fascista de 1940, que milhares de mulheres terão sua intimidade revolvida, suas feridas expostas e apesar de já conviverem com a culpa, que a sociedade às impõe através de uma moral hipócrita, religiosa, a serviço da mentira, da flagelação, e da escravização das mulheres, que milhares de mulheres terão de reviver o momento de abandono, comparecer à delegacia, ao ministério público, assumirem a culpa, e pagarem por um crime que não cometeram.
Causa Operário on line - PCO
No interior de São Paulo mais 200 mulheres são ameaçadas de prisão, 19 de junho de 2008
A mobilização da direita e da Igreja Católica chegou a São Paulo e após o fechamento de clínica, 200 mulheres são ameaçadas pela polícia de prisão em Limeira
No dia seguinte após o fechamento de uma clínica no Jardim Piratininga, em Limeira, interior de São Paulo, a polícia civil começou a investigação de 200 fichas de mulheres que passaram pela clínica.
Os documentos foram apreendidos, junto com os equipamentos e a polícia alega que são parte do inquérito policial.
O delegado Marciano Martin afirmou que após as investigações, a polícia saberá se todos os casos são de abortos. Os cadastros podem ainda ser referentes aos atendimentos ligados à acupuntura.
O médico ginecologista Lélis Passos Valente foi preso em outubro junto com Orlando Jorge de Freitas e a mulher dele Eliana Mileris em outubro de 2007. No último dia 28 de abril o médico foi solto através de liminar do Supremo Tribunal Federal.
Ainda segundo a polícia, através dos registros, será apurado de onde são essas mulheres.
No fechamento da clínica, a polícia prendeu D.M., de 27 anos, grávida de três meses, que iria realizar um aborto.
A mulher foi autuada por tentativa de aborto consentido baseado no Artigo 126 cc Artigo 14 do Código Penal Brasileiro e foi liberada após pagar fiança de R$ 500 (!).
A campanha da igreja e de seus representantes no congresso ”em defesa da vida” mostra-se, na verdade, cada vez mais, como uma ampla perseguição policial contra as mulheres.
É necessário o fortalecimento de uma campanha nacional contra o processo contra as mulheres no Mato Grosso do Sul, em Limeira para barrar a mobilização da direita para atacar as mulheres e os direitos democráticos do povo que tem como objetivo se generalizar por todo o País.
Causa Operário on line - PCO
Liminar solta médico de clínica de aborto fechada em Limeira, 29/4/2008
Jornal Gazeta

Justiça
Liminar solta médico de clínica de aborto fechada em Limeira
Depois de seis meses preso, o ginecologista L.P.V., 64 anos, que foi detido no ano passado em uma clínica clandestina de aborto em Limeira, foi liberado através de liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal. O processo continua e o caso pode ser julgado por júri popular.
A informação foi dada à Gazeta pelo seu advogado, Antonio Belini Júnior. Segundo ele, o médico ficou detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sumaré e depois no Centro de Ressocialização (CR) da mesma cidade, de onde saiu ontem.
O pedido foi feito em Limeira e São Paulo, mas somente o Supremo Tribunal Federal concedeu a liminar. Segundo Belini Júnior, a decisão foi fovorável porque L. tem profissão lícita, não tem antecedentes criminais, tem família e residência fixa. “O Supremo entendeu que não tinha razões para que ele permanecesse preso”. O processo continua e o caso pode ser levado a júri popular ou arquivado.
L. foi detido no dia 16 de outubro de 2007 em uma clínica clandestina de aborto, que funcionava no Jardim Piratininga. O crime seria articulado por um médico falso de Araras através de aliciamento e feito pelo ginecologista solto.
“ACUPUNTURA”
Na época, o delegado Marciano Martin recebeu denúncias de que uma clínica de acupuntura situada na Rua Capitão Manoel Ferraz de Camargo, estaria na verdade funcionando como clínica de aborto. A Polícia flagrou D.M., de 27 anos, já em posição ginecológica para efetuar o aborto. Ela estava acompanha de sua mãe, E.M. Ao seu lado, O.J.F., 47, que chegou a apresentar cartão e número falso do CRM (nº 46451), foi imediatamente detido assim com o médico L.P.V., 64 anos, formado na Unicamp e que atua há 38 anos na área de ginecologia.
Pelas investigações, o local funcionava como ponto de aborto para pessoas vindas de outras cidades, ou seja, o ginecologista aliciava as mulheres e marcava o crime com o falso médico. A clínica de acupuntura era apenas fachada. No dia do fechamento da clínica, o ginecologista conversou com a reportagem e alegou que foi procurado pela moça na Casa da Saúde, em Campinas, onde também presta serviços. “Ela se queixava de dores e disse que a gravidez era indesejada. Eu queria tirar essa idéia dela e sugeri a acupuntura”. Questionado pela Gazeta o porquê de ter vindo justamente para Limeira acompanhar a moça na acupuntura, ele desviou o assunto, alegando que não conhecia outro local que oferecesse o serviço. Apesar dos argumentos, o cenário era de uma clínica de aborto, com instrumentos ginecológicos, incluindo curetas e aspirador. Havia também várias seringas prontas para aplicação. Tesouras, objetos cirúrgicos, medicamentos tranquilizadores, além de substâncias que combatem hemorragias e até mesmo absorventes internos foram encontrados. (ESS)
Médico acusado de fazer abortos em Limeira é solto, 28/04/2008
Globo on line
EPTV
SÃO PAULO - Foi solto nesta segunda-feira o médico ginecologista Lélis Passos Valente, acusado de prática de aborto em uma clínica em Limeira, a 127 quilômetros da capital. Ele foi preso em flagrante em outubro do ano passado junto com o dono da clínica, Orlando Jorge de Freitas, que continua preso. A esposa de Freitas, Eliana Mileris, também presa, teve a liberdade provisória decretada no mesmo mês e aguarda julgamento em liberdade.
Valente conseguiu a liberdade através de liminar no Superior Tribunal Federal. Ele cumpria prisão na cadeia de Sumaré. O processo está na Justiça, que decidirá se ele vai ou não a júri popular. O médico também é investigado pelo Conselho Regional de Medicina.
A clínica clandestina funcionava em um bairro residencial de Limeira. Quando os policiais chegaram havia uma paciente à espera do procedimento. Os abortos eram feitos em uma sala cirúrgica improvisada. Segundo a polícia, Jorge de Freitas tinha documentos falsos de médico e atuava como terapeuta holístico - registro que foi suspenso com a prisão.
Bispo critica eutanásia e aborto, 06/02/2008
Jornal de Limeira – Autor: Renata Caram
Com o tema "Escolhe, pois, a vida" foi lançada, ontem, a Campanha da Fraternidade de 2008. A idéia é envolver o maior número possível de pessoas na discussão, independentemente da religião que cada uma professe. "O que queremos é criar uma consciência de vida", fala o bispo da Diocese de Limeira, Dom Vilson Dias de Oliveira.
A Campanha da Fraternidade (CF) deste ano quer discutir o tema, ocupando espaços como escolas, universidades, meios de comunicação e a própria Igreja. "Atingir também as crianças da catequese, os jovens e os adultos", cita Dom Vilson.
O bispo ainda afirma que é importante que todos abracem a vida e digam não à morte. Ele criticou o aborto e a eutanásia. "São temas para refletirmos durante a Quaresma. Precisamos combater qualquer sinal de morte, para que a vida possa crescer e desabrochar", prega.
Segundo Dom Vilson, a campanha, que ainda traz o lema "Fraternidade e Defesa da Vida", busca o despertar do espírito comunitário. "Educar para a vida e a fraternidade, através da justiça."
Assessor diocesano da Campanha da Fraternidade, o padre Pedro Leandro Ricardo diz que todos os cidadãos são chamados a assumir a defesa da vida. "Não é uma campanha para um grupo único. Ninguém pode se sentir excluído dele. É uma campanha de conversão dos cristãos". O lançamento da CF reuniu autoridades religiosas e políticas no anfiteatro do Colégio São José, no Centro de Limeira.
HOMENS PÚBLICOS
O prefeito de Iracemápolis, Fábio Zuza (PSDB) lembrou que os homens públicos têm que dar condições necessárias para que as mães possam gerar seus filhos.
Ele disse ter ficado sensibilizado com a apresentação de um vídeo da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o qual aborda o atendimento a gestantes carentes no Amparo Maternal, em São Paulo.
O prefeito de Limeira, Félix afirmou durante o lançamento da CF que é "radicalmente contra o aborto e qualquer outra situação que impeça a vida". Sobre o tema, disse: "o que precisamos é celebrar a vida."
Fonte: Redação JL
Padrasto assedia, estupra, engravida e provoca aborto, 30/01/2008
Jornal de Limeira – Autor: Marcelo Bressan
De 13 e 15 anos, uma das jovens conseguiu evitar abusos sexuais
Um caso de perversão em família. Assim se resume o motivo da confusão generalizada formada em Limeira, na noite de anteontem, na residência de uma família, após o amásio de S.R.B. confessar ter abusado de suas filhas.
Duas adolescentes, de 13 e 15 anos, teriam sofrido abuso sexual por parte do padrasto. O caso se refere a constantes estupros, além de uma suposta gravidez da jovem mais velha.
Ambas são estudantes e filhas de S.R.B. Todas moram com o amásio de S. em um condomínio, no bairro dos Lopes, na zona rural. Recentemente, um outro filho de S. passou a morar com a família.
Foi R.L.P., de 18 anos, quem acionou a Guarda Municipal, por volta das 21h45, depois que o amásio - identificado apenas por Jair - dizer em meio à confusão familiar ter molestado as jovens e mantido relações sexuais com uma delas por diversas vezes. S. passou mal e precisou ser socorrida pelo Resgate à Santa Casa.
Os gms Braído e Ângelo foram ao local e apuraram que as estudantes sempre teriam sido vítimas de abusos sexuais. E a mãe teria conhecimento das violências praticadas por Jair.
No entanto, a princípio, após acreditar nas filhas, queria flagrá-lo quando estivesse cometendo tais atos.
A adolescente de 15 anos disse em depoimento no Plantão Policial que Jair manteve relações sexuais com ela por várias vezes. No início de setembro do ano passado, ela teria engravidado e Jair teria provocado aborto ao lhe dar remédios, com a alegação de que seriam para dores de cabeça.
A estudante ressaltou que sua mãe sabia da gravidez, mas acreditava que o responsável seria um ex-namorado. Ao final, a jovem disse que o último abuso aconteceu há cerca de um mês. Já a filha mais nova, de 13 anos, contou que o padrasto tentou lhe agarrar por duas vezes. Na primeira, Jair teria agarrado seus seios.
Ela gritou e ele os soltou. Na ocasião, uma vizinha escutou o barulho e foi até a casa da família ver o que estava acontecendo. Na segunda tentativa, a jovem saía do banho vestida quando o padrasto a pegou pelo braço. Ao se desvencilhar, a adolescente chutou o órgão genital de Jair, evitando o abuso.
Ela ainda informou que não ocorreram outras tentativas, porque em agosto passado foi morar com sua madrinha e, neste mês, com seu pai.
Assim como as jovens, R.L.P. - que é irmão da mais velha e da mais nova, apenas por parte de mãe - disse também que Jair manteve relações sexuais com outra irmã deles, que mora em Americana (SP).
Esta, porém, teria consentido. Foi dito que a maioria dos abusos foi cometida quando a família morava em Ibaté (SP). Em meados de 2007, mudaram-se para Limeira.
A vida é um bem indisponível, 06/12/2007
Jornal de Limeira – Autor: Redator-Chefe
Vereador fala sobre projeto de lei sobre discriminalização do aborto.
Tramita no Congresso um projeto de lei que pretende descriminalizar o crime de aborto em nosso País. Atualmente, a lei penal permite o aborto quando praticado por médico com o consentimento da gestante se não houver outro meio de salvar a vida dela e quando a gravidez resultar de estupro, o que já é discutível. Em toda essa discussão, porém, algumas questões fundamentais parecem estar sendo esquecidas.
O direito à vida é direito fundamental do homem, inerente à condição de ser humano, porque é dele que decorrem todos os outros direitos. Por isso a Constituição Federal declara que o direito à vida é inviolável, propositadamente em seu artigo 5º, que é uma cláusula pétrea, imodificável.
Ainda no campo da legalidade, cito o Pacto de São José da Costa Rica, que é um acordo internacional válido no Brasil, com status de norma constitucional, que diz o seguinte: "Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida". E "esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção". Ainda diz que "ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente".
Agora, olhando para o lado humano da questão, é indiscutível que a legalização do aborto eliminaria o principal direito do homem, ou seja, o de viver, justamente das pessoas mais indefesas que existem, pois um bebê que ainda nem nasceu não tem força alguma para lutar contra esse crime.
Muitos argumentos são levantados para defender a legalização. Uns dizem que é uma forma de controlar o crescimento populacional, outros que a mulher tem o direito de escolher se quer ou não ter filhos e ainda que um filho não desejado será rejeitado pelo resto da vida.
Ora, primeiramente, controle populacional permitindo que mães inescrupulosas matem seus filhos é um absurdo. Quanto ao direito da mulher escolher se quer ou não ter filhos, é aceitável desde que essa escolha seja feita antes da concepção, por meio de outras soluções, como planejamento familiar, contracepção e outros meios, jamais tirando a vida de um filho gerado. Quanto ao perigo da criança ser maltratada no futuro, é para combater esse tipo de pai e mãe que foi feito o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O que deve ser realmente dito é que a vida é um bem indisponível e ninguém tem o direito de tirá-la: nem a própria mãe, nem o pai, nem a equipe médica e muito menos o Estado. Não se pode reduzir uma criança que cresce no ventre de sua mãe à condição de "coisa" e deixar que as pessoas decidam se ela deve nascer ou morrer.
Muitas pessoas que defendem há anos o aborto para fetos anencéfalos se viram estupefatas diante da menina Marcela, que nasceu sem cérebro em Patrocínio Paulista e acaba de completar um ano de vida. O que seria dela se seus pais tivessem pedido na Justiça o direito ao aborto?
A mãe de Marcela, ao contrário, escreveu uma carta de agradecimento a Deus e em um trecho diz: "Sabe, Deus, todas as vezes que eu vinha ao médico, saía triste, mas logo ficava feliz por sentir o bebê mexendo e chutando a minha barriga. Ao mesmo tempo, parecia que ela estava me conformando, conversando comigo através dos chutes e também me agradecendo por não ter tirado a vida dela".
O governo deveria agir mais no sentido de informar, conscientizar e educar a população a fim de se buscar o planejamento familiar responsável e inteligente, o que seria muito mais eficaz do que simplesmente permitir que se passe a tirar vidas porque há um tipo de pessoa que não quer arcar com as responsabilidades de ter um filho. A vida é um dom divino e, por isso, o homem não tem direito de se sobrepor à vontade Deus, determinando o seu prazo de validade.
Fonte: Tarcílio Bosco
Aborto: TJ nega recurso e mantém médico preso, 31/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou pedido de liminar em habeas-corpus movido em favor do médico ginecologista Lélis Passos Valente, de 64 anos. Ele foi preso no último dia 16 sob acusação de tentativa de aborto em uma clínica clandestina no Jardim Piratininga, em Limeira.
Na ocasião, além de Valente, também foram presos o falso médico Orlando José de Freitas e duas mulheres - uma enfermeira e uma paciente -, ambas já soltas. Com a decisão do TJ, o médico segue preso. O mérito do pedido ainda vai ser analisado. O indeferimento da liminar foi decidido pelo desembargador Leonel Costa.
Sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), de Campinas, apura o envolvimento do médico ginecologista nas atividades da clínica clandestina descoberta na semana passada pela Polícia Civil de Limeira. A informação é do conselheiro do Cremesp, Moacir Esteves Perche. Conforme o Jornal de Limeira já mostrou, Valente é formado em Medicina há 37 anos e, antes de ser detido, atuava em hospitais de Campinas e região.
Em Limeira, supostamente mantinha ligação com a clínica, que funcionava no Jardim Piratininga. Lá, a polícia encontrou uma lista com 200 nomes, que agora serão investigados. "Queremos saber se houve prática ilegal de Medicina, a questão ética e o código foi ferido", comenta Perche. Dependendo do que for apurado, o médico poderá perder o direito de exercer a profissão.
Os membros da sindicância têm até seis meses para investigar o caso. É neste período também que devem ser colhidas as provas. O resultado da investigação, de acordo com Perche, poderá ser encaminhado ao Ministério Público Estadual.
Fonte: Redação JL
Aborto: Das 200 mulheres, nenhuma é de Limeira, 24/10/2007
Jornal de Limeira –Autor: Mariele Parronchi
Das 200 mulheres cujos nomes constam em uma lista encontrada pela Polícia Civil de Limeira após estourar uma clínica clandestina que realizava abortos, no Jardim Piratininga, nenhuma é de Limeira. É o que apurou o delegado Marciano Martin, que comanda as investigações. Cerca de 40 delas deverão ser ouvidas até novembro. Segundo Martin, essas mulheres, em sua maioria, são de cidades da região - como Americana, Piracicaba, Mogi Mirim e Araras. "Talvez, algumas delas nos ajudem a esclarecer o caso", afirmou.
Também há "pacientes" de Itapira, São João da Boa Vista, Mogi Guaçu e Vargem Grande do Sul. No entanto, o delegado ressaltou que, apesar da lista encontrada, ainda não é possível afirmar quantas gestações foram interrompidas na clínica clandestina e há quanto tempo ela vinha funcionando. "Eles (acusados) negam tudo", afirmou.
Martin revelou que a lista com os nomes das mulheres é oriunda de fichas cadastrais preenchidas pelas próprias pacientes. "(As fichas) são como termos de responsabilidade preenchidos pelas próprias mulheres. Há somente dados pessoais e não há indicação de detalhes clínicos", disse. A clínica cladestina foi descoberta há uma semana. Na ocasião, quando policiais entraram na residência, quatro pessoas foram presas, incluindo uma mulher que estava pronta para ser submetida aos procedimentos abortivos.
Além de D.M., que mora em Jundiaí (SP) e que está no terceiro mês de gestação, foram presos um falso médico, um ginecologista e uma falsa enfermeira. D.M. responde pelo crime de tentativa de aborto consentido em liberdade após pagar fiança. Eliana Milieri, de 53 anos, apontada como a falsa enfermeira, foi solta na sexta-feira depois que o juiz da 1ª Vara Criminal de Limeira, Rogério Danna Chaib, arbitrou fiança de R$ 500. Na sexta-feira, o delegado Martin também ouviu o fiador do imóvel - alugado desde 2004 - onde funcionava a clínica, que foi devolvido ao proprietário.
Durante a operação, além de equipamentos e utensílios hospitalares, os policiais apreenderam cerca de R$ 8 mil - dinheiro que teria sido pago por D.M. para a realização do aborto. Orlando José de Freitas, 47, que se passava por um falso médico e era foragido da Justiça, além de possuir antecedentes criminais - como homícidio, formação de quadrilha e aborto -, e o ginecologista Lélis Passos Valente, 64, formado há 37 anos em Medicina, continuam presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana, acusados de tentativa de aborto e exercício irregular da Medicina.
Fonte: Marcelo Bressan
Conselho já apura médico do caso aborto, 23/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
Sindicância aberta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), de Campinas, apura o envolvimento do médico ginecologista Lélis Passos Valente, de 64 anos, nas atividades da clínica clandestina de aborto fechada na semana passada pela Polícia Civil de Limeira. A informação é do conselheiro do Cremesp, Moacir Esteves Perche.
Valente é formado em Medicina há 37 anos e, antes de ser detido, atuava em hospitais de Campinas e região. Em Limeira, sua ligação era com a clínica, que funcionava no Jardim Piratininga. Lá, a polícia encontrou uma lista com 200 nomes, que agora serão investigados. "Queremos saber se houve prática ilegal da Medicina, além da questão ética. Se o código foi ferido", comenta Perche. Dependendo do que for apurado, o médico poderá perder o direito de exercer a profissão.
A sindicância foi aberta na semana passada e seus membros têm até seis meses para investigar o caso. É neste período também que devem ser colhidas as provas. O resultado da investigação, de acordo com Perche, poderá ser encaminhado ao Ministério Público Estadual.
JOVEM
Além de Valente, foram presas outras três pessoas - o falso médico Orlando de Freitas, de 47 anos; sua ex-esposa, Eliana Milieri, de 53 anos; além de uma mulher que iria se submeter ao aborto, uma jovem de Jundiaí que tinha pago R$ 8 mil pelo procedimento. A jovem pagou fiança no mesmo dia do fechamento da clínica e foi solta. Eliana conseguiu liberdade provisória na sexta-feira. O médico e o falso médico seguem presos.
O falso médico já tinha passagens pela polícia e desde a década de 80 estava envolvido com a prática de aborto. A investigação do Cremesp será restrita ao médico envolvido no caso. "Não temos poder de ação sobre falsos profissionais", explica o conselheiro.
Fonte: Renata Caram
Trauma: Elas abortaram. E contam sua história, 20/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
A estudante universitária Fernanda Silva interrompeu uma gravidez de cinco meses aos 25 anos. O episódio ocorreu depois de ter se separado do marido. A gravidez não foi planejada e ocorreu durante uma "recaída" do casal. Seria o segundo filho deles. Vinícius, hoje com 13 anos, tinha na época três anos quando a mãe induziu um aborto numa clínica clandestina em São Carlos.
Fernanda demorou muito tempo para tomar a decisão. À noite, quando deitava a cabeça no travesseiro, sentia o bebê se desenvolver na placenta. No entanto, via um cenário terrível para criá-lo: sem emprego, com um filho de três anos e sem marido. Estava transtornada. Quando decidiu, já estava no quinto mês de gestação. Realizou o procedimento clínico e jogou esse dia num porão qualquer da memória.
Duas semanas após o procedimento, período em que o marido e ela tinham se arrependido da decisão, Fernanda sofreu fortes contrações. "Fiquei assustada. Nunca havia sentido aquilo, pois o meu primeiro parto foi uma cesária", contou, com olhos em estado de transe. Ela foi levada às pressas para a Santa Casa de Limeira. Perdeu muito sangue.
Fernanda carrega o trauma de ter visto seu filho nascer para morrer aos cinco meses. A universitária chegou a registrá-lo com o nome de Francisco. O bebê, porém, não resistiu à expulsão antecipada. "Eu matei ele", admite em meio ao choro. "Mas tenho certeza que Deus já me perdoou por isso porque eu me perdoei", desabafa.
As seqüelas do aborto foram violentas. Para se eximir da culpa, Fernada decidiu um ano depois engravidar. Nasceu Ana Clara, hoje com oito anos, filha do ex-marido. "Curti muito essa minha gravidez. Hoje, penso que é necessário que sejam criadas entidades para que mulheres tenham suporte psicológico", conta.
BALDE
Renata Maria diz fazer programas sexuais ocasionalmente e sobrevive também do dinheiro do auxílio-doença. Tem 36 anos e engravidou pela primeira vez aos 18 - idade com que começou a praticar abortos. Ao todo, foram três gestações, apenas uma levada até o final. E ela acabou doando a filha - Gilda, hoje com 11 anos, morando com pais adotivos em Americana.
O primeiro aborto de Renata foi realizado numa clínica clandestina na Capital quando trabalhava numa boate. "Tomei uma injeção, foi rápido e não doeu nada", conta. O segundo ela fez sozinha em casa. Tomou uma pílula abortiva, sentiu contrações e expulsou o embrião dentro de um balde. Em seguida, jogou o embrião no vaso sanitário e deu descarga. Era filho de um ex-cliente, conta. "Como poderia ter filho de um cara que nem conhecia?", questiona.
Na terceira gestação, quis levar a gravidez até o final. Pediu apoio do parceiro, porém a única ajuda que diz ter obtido foi o dinheiro para comprar outro abortivo.
Renata diz que não se arrepende, mas as seqüelas permanecem. "Moro num quarto de hotel no Centro (de Limeira). Na porta, tem uma cortina com estampa de folhas secas de outono. Às vezes, olho para a cortina e no lugar do desenho das folhas enxergo fetos", revela.
A polêmica sobre o aborto veio à tona na última terça-feira com a descoberta de uma clínica clandestina que realizada esses procedimentos, no Jardim Piratininga. Quatro pessoas foram presas - uma delas, uma jovem que faria um aborto, pagou fiança e ficou em liberdade.
Conforme o Jornal de Limeira mostrou números do Sistema DataSUS, do Ministério da Saúde, mostram que houve, entre julho de 2006 e junho deste ano, 214 abortos espontâneos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS) em Limeira. Isso representa uma média de 17 por mês.
Fonte: Paulo Corrêa
Aborto: Vizinhos ficaram surpresos com clínica, 19/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
Os moradores não podiam imaginar que naquela casa bonita e de portão sempre fechado - sem qualquer brecha para enxergar dentro do imóvel - funcionava uma clínica clandestina de aborto. A descoberta ocorreu na terça-feira. Quem mora na Rua Capitão Manoel Ferraz de Camargo, no Jardim Piratininga, zona norte da cidade, ficou chocado com a revelação feita pela Polícia Civil. "É uma coisa muito triste. A gente não aceita", diz uma moradora, que prefere não se identificar.
Assim como a mulher, outros moradores só concordaram em conversar com o Jornal de Limeira desde que não fossem identificados. A senhora, que reside no local há 23 anos, diz que não via os moradores, mas percebia uma movimentação intensa de carros. "Falaram que era uma clínica de acupuntura. Então, achei normal o movimento".
Um aposentado contou à reportagem que nunca desconfiou de que algo errado acontecia na casa de nº 404. "Nunca vi nada anormal nem cheguei a conversar com o pessoal. O imóvel ficava fechado o dia todo. Foi uma surpresa", comenta. Há um mês e meio, um pedreiro trabalha numa casa vizinha à clínica. Ele conta que nunca viu ninguém entrar nem sair. "Tudo era muito discreto. Eles fizeram tudo bem-feito", avalia.
PRESOS
A única coisa que ele viu foi a chegada dos policiais no dia em que três pessoas foram presas pelo exercício ilegal da Medicina e tentativa de aborto. Além do ginecologista Lélis Passos Valente, também foram detidos Orlando José de Freitas e Eliana Milieri. Uma jovem, de 27 anos, que se preparava para fazer o aborto, também foi levada à delegacia, mas liberada em seguida após o pagamento de fiança. A polícia ainda investigará uma lista com 200 nomes que foi encontrada na clínica clandestina.
Fonte: Renata Caram
Saúde: SUS realizou 214 abortos em 1 ano, 18/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
Números levantados pelo Jornal de Limeira, por meio do sistema DataSUS, do Ministério da Saúde, mostram que houve, entre julho de 2006 e junho deste ano, 214 abortos espontâneos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma média de 17 por mês. O DataSUS não especifica quantos desses abortos foram induzidos. A maioria dos casos sequer são registrados, pois o aborto é considerado crime pelo Código Penal.
O ministério informou ainda que foram realizadas 271 curetagens pós-aborto espontâneo na rede pública do município só em 2006. O custo das internações do paciente para realizar o procedimento clínico, que é uma espécie de raspagem no colo do útero para retirar o feto ou embrião, atingiu R$ 40.802,95 mil. Até o primeiro semestre deste ano, foram realizadas 140 curetagens pós-aborto e gastos R$ 21.819,74.
Apesar de tantos números envolvendo vidas, os dados oficiais não chegam próximos da realidade. A maioria das mulheres evita buscar a rede pública de saúde, relata o estudo "Magnitude do Aborto no Brasil: uma análise dos resultados de pesquisa", feito pelo ONG Ipas - que defende o direito de reprodutividade da mulher - com apoio do Ministério da Saúde.
O principal motivo é o constrangimento e/ou o medo de declarar abortamento nos serviços de saúde, indica a pesquisa. A ONG alerta que a criminalização do aborto não reduziu a incidêndia da prática. Pelo contrário, "tem contribuído para aumentar os abortos em condições de risco com impactos graves para a saúde e à vida das mulheres". A estimativa do estudo é que em 2005, o número de mulheres que induziram o aborto no País foi de 1.054.243.
Fonte: Paulo Corrêa
Clínica de Aborto: Encontrada lista com 200 nomes de clientes, 18/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
Entre os papéis e documentos apreendidos pela Polícia Civil de Limeira ao estourar uma clínica clandestina de aborto, no Jardim Piratininga, na manhã de anteontem, o delegado Marciano Martin, que comanda as investigações, encontrou uma lista com cerca de 200 nomes de prováveis clientes. Todas serão chamadas a prestar esclarecimentos durante as investigações.
Na casa onde funcionava a falsa clínica, os policiais encontraram D.M., de 27 anos, grávida de três meses, pronta para ser submetida aos procedimentos abortivos. Também foram presos Orlando José de Freitas, 47, que dizia ser médico; o ginecologista Lélis Passos Valente, 64; e Eliana Milieri, 53.
Fonte: Marcelo Bressan
Aborto: Polícia estoura clínica clandestina, 17/10/2007
Jornal de Limeira – Autor: Mariele Parronchi
A Polícia Civil de Limeira estourou ontem uma clínica clandestina que funcionava na cidade, onde abortos eram realizados. Quando a operação foi desencadeada, no final da manhã, policiais encontraram na residência - localizada na Rua Capitão Manoel Ferraz de Camargo, no Jardim Piratininga - uma mulher, de 27 anos, pronta para ser submetida aos procedimentos abortivos. Ela estava deitada em uma mesa obstetra e seringas com medicamentos abortivos, além de instrumentos cirúrgicos, estavam preparadas em um dos quartos do imóvel - usado como um "centro cirúrgico".
Além de D.M., que mora em Jundiaí (SP), os policiais prenderam no local um falso médico e um ginecologista. Além de instrumentos cirúrgicos e outros equipamentos - como dois aparelhos de sucção utilizados para retirar o feto e utensílios hospitalares -, os policiais apreenderam cerca de R$ 8 mil - dinheiro que teria sido pago pela mulher para a realização do aborto. D. está no terceiro mês de gestação e confessou ter pago a quantia para efetivar o procedimento.
Há pouco mais de um mês, policiais da Chefia de Investigação da Delegacia Seccional receberam denúncia de que uma falsa clínica instalada em Limeira realizaria abortos. Durante as investigações, comandadas pelo delegado-adjunto da Seccional Marciano Martin, os investigadores Júlio Conceição e Luiz Antonio conseguiram a informação de que ontem um aborto iria acontecer no local.
Por volta das 11h, os policiais constataram uma movimentação no imóvel que dispertou suspeitas. Em seguida, de posse de um mandado de busca e apreensão, a equipe invadiu a casa. "Se tivéssemos entrado uns dez minutos depois, o aborto teria sido concretizado", afirmou o policial civil Alexandre Simões.
Orlando José de Freitas, de 47 anos, passava-se por um falso médico ao dizer ser um acupunturista. Detentor de vários antecedentes criminais, Freitas se envolveu com a prática de aborto em 1986. Desde então, o acupunturista voltou a ser acusado de realizar abortos nos anos 90, além de formação de quadrilha, exercício ilegal de profissão e homicídio. Quando foi preso, Freitas portava um crachá que o identificava como sendo médico do Sistema Único de Saúde (SUS), além de possuir carimbo com registro falso no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Ao todo, quatro pessoas foram presas. Além da mulher, do falso médico e do ginecologista, Lélis Passos Valente, 64, uma falsa enfermeira, também atuava no local. Eliana Milieri, 53, é ex-esposa de Freitas e alegou apenas trabalhar na limpeza da "clínica", mas D. afirmou que ela atuava como se fosse uma atendente.
Os R$ 8 mil apreendidos foram localizados em um dos bolsos do ginecologista, formado em Medicina há 37 anos. Os investigadores apuraram que há poucos dias, D. procurou pelo verdadeiro médico em um hospital, em Campinas (SP), onde trabalha, para efetivar o aborto. Valente, que também atua em hospitais de Hortolândia (SP) e Sumaré (SP), teria acertado com ela o valor e o local do aborto - a falsa clínica em Limeira. De acordo com o delegado Martin, o imóvel é alugado por Freitas desde 2004. A Secretaria da Saúde de Limeira informou que o estabelecimento não possui alvará de funcionamento para o exercício da acupuntura.
D. foi indiciada por aborto consentido e responderá pelo crime em liberdade, após fiança de R$ 500 ser arbitrada pelo delegado. Já o ginecologista, o falso médico e a falsa enfermeira foram presos em flagrante acusados de tentativa de aborto e exercício irregular da Medicina.
Fonte: Marcelo Bressan
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