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Estados dizem que tomam providências para diminuir problemas em cadeias
(8/12/2007)

FSP

Outro lado

DA AGÊNCIA FOLHA
DA REPORTAGEM LOCAL

Os governos de Estados citados no levantamento disseram estar tomando providências para diminuir os problemas.
A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo), por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não teve acesso ao relatório, mas confirmou que o presídio feminino de Santana tem capacidade para 2.400 mulheres e abrigava, no fim de novembro, 2.650.
Ainda segundo a assessoria, está prevista para 2008 a construção de sete unidades prisionais para mulheres (com 550 vagas cada uma).
Sobre a água do presídio, a SAP informa que a Sabesp fez inspeção e emitiu um laudo favorável (apta para consumo) e que, em setembro, o Centro de Referência Nacional para Zoonoses Urbanas efetuou dedetização e desratização.
A Ouvidoria do Depen, segundo a assessoria da secretaria, também visitou a unidade, registrando as boas condições de funcionamento do presídio.
O secretário-executivo de Ressocialização de Pernambuco, Humberto Vianna Filho, disse que, em no máximo 90 dias, a região metropolitana de Recife vai contar com outra unidade para mulheres, com capacidade para 160 detentas. No relatório, foi constatada superlotação no presídio. “A nova penitenciária não vai acabar com o problema da demanda, mas vai amenizar.“
A Colônia Penal Feminina do Recife tem capacidade para 150 mulheres, mas abrigava no fim de novembro 514. No Estado, só existe outra penitenciária feminina, em Buíque (296 km de Recife), que tem capacidade para 70 presas e abriga quase 200.
A diretora da Penitenciária Estadual do Espírito Santo, Maria Aparecida de Azevedo, disse que, há pelo menos dois anos, a unidade conta com uma equipe médica com dez pessoas à disposição das presas. Ela afirmou ainda que não sabe quando a equipe da pesquisa visitou a unidade e não conhece os casos de detenta com hemorragia ou com tumor avançado sem receber assistência.
“Sempre que uma detenta chega, ela fica separada das outras até passar por uma triagem com assistente social, médico e equipe de enfermagem“, disse.
A penitenciária que fica em Cariacica (região metropolitana de Vitória) também enfrenta problemas de superlotação. Apesar de ter capacidade para 174 detentas, abriga 440 mulheres. Segundo Azevedo, também há planos de novos presídios no Estado.

 
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