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... espera-se ao menos que o debate (sobre o aborto) saia do nível pedestre e pouco pluralista de 2010. Que a nova ministra (Eleonora Menicucci) possa abordar o tema em seus aspectos de saúde pública, dos direitos da mulher sobre seu corpo, da responsabilidade individual e da separação entre igreja e Estado. Se uma presidenta não ousar essa liberdade, quem o fará? (16/2/2012) Claudia Antunes | Jornalista, editora de Mundo do jornal Folha de S.Paulo.
Folha de São Paulo
“Pela primeira vez, a Secretaria de Políticas para as Mulheres será ocupada por uma feminista histórica, comprometida com as lutas populares e democráticas. Eleonora foi uma das mulheres que ajudaram a construir a política brasileira de atenção integral à saúde da mulher. Axé, Eleonora! Temos certeza de que você saberá levar adiante as nossas batalhas, considerando todas as necessidades das brasileiras, porque é incansável e do tempo do caminhando e cantando e seguindo a canção . A presidenta Dilma acerta e nos acena com grandes esperanças”. (15/2/2012) Fátima Oliveira | Médica, membro do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução
Viomundo
A escolha de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres é uma esperança de ampliação e fortalecimento das políticas que apoiam a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres em todos os campos. A socióloga Eleonora Menicucci é corajosa, comprometida, competente e tem na sua trajetória uma grande lista de ações que contribuíram para que conquistássemos liberdade, direitos, democracia e melhoria das condições de vida. O direito das mulheres de decidirem sobre um aborto e a garantia do seu atendimento por meio da legalização são apenas algumas das ações em defesa da emancipação das mulheres. (10/2/2012) Dulce Xavier
Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece ... O aborto é uma questão de saúde pública, não ideológica. Como o crack, as drogas, a dengue, como o HIV, as doença infectocontagiosas. (8/2/2012) Eleonora Menicucci | Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres
” É preciso comemorar a nomeação da professora Eleonora Menicucci como nova Ministra da SPM. A indicação sinaliza para um compromisso com as pautas da igualdade, diversidade e liberdade, construídas ao longo de decádas pelos feminismos brasileiros, para o aprimoramento das normas legais e definição de políticas públicas. Parabéns Eleonora! E muita energia!” (6/2/2012) Sonia Correa | Observatório de Sexualidade e Política, é membro do Conselho Diretor da CCR
“Nós mulheres negras já estamos nos espaços de poder, nos colocamos nas disputas. As mudanças acontecem nos materiais didáticos e livros escolares. Muitas vezes a questão cultural também é um impedimento. Eu tinha muita dificuldade em entrar na UBM. Eu dizia: não sou feminista e também sou contra o aborto. Mas comecei a refletir que, independente de ser ou não contra o aborto, muitas meninas morrem por abortos mau feitos. Então, integrei na UBM porque eu posso decidir que sou contra o aborto, mas essas meninas que decidem pelo aborto precisam ter o direito de escolha” (1/2/2012) Estela Maris Cardoso | Vice-presidente da Unegro e membro da UBM
Aborto em Debate
O aborto, por exemplo, não é legalizado no Brasil – o que é apenas uma questão de tempo. Mas sabemos que uma mulher que queira interromper a sua gravidez conseguirá fazê-lo clandestinamente, e o pai da criança pode não ter voz na decisão. Se ela quiser ter o filho, mesmo contra o desejo do homem, a criança nascerá, e o pai biológico será obrigado a lhe dar todo o apoio estabelecido por lei. E assim deve ser: a garantia dos direitos da mulher implica responsabilidade dos homens, o que não é um problema. Tais direitos compensam o grande esforço feminino imposto pela natureza na missão de gerar e alimentar os filhos, tarefas essenciais para o futuro da humanidade. Garantir esses direitos é um sinal de amadurecimento e força de uma sociedade. (26/1/2012) Rogério Simões | Diretor-executivo da Época; foi diretor da BBC Brasil.
Nós entendemos que a medida provisória nº 557 é controladora e autoritária porque atinge a privacidade da mulher e não pergunta se a gestante deseja fazer o cadastro. A proposta desagrada às mulheres, especialistas e até mesmo alguns gestores. Por isso solicitamos que o Ministério da Saúde peça a retirada da MP 557 em tramitação (26/1/2012) Maria do Espírito Santo | Conselheira Nacional Representante da Rede Nacional Feminista
“A tendência declinante do aborto que observamos globalmente se estabilizou e também estamos vendo uma proporção crescente de abortos ocorrendo em países em desenvolvimento, onde o procedimento frequentemente é clandestino e inseguro...Isto é razão de preocupação”. (19/1/2012) Gilda Sedgh | Instituto Guttmacher, em Nova York
A MP assinada pela Presidenta implanta no Brasil a figura da maternidade constrangida. A criação de um cadastro nacional de gestantes havia já sido proposto por um ex-deputado que declarou alto e bom som seu objetivo: combater o aborto. Ora, o Brasil é signatário de documentos internacionais em que se comprometeu a respeitar os direitos das mulheres, especialmente em relação à sua capacidade reprodutiva. (16/1/2012) Maria José Rosado | Presidenta ONG Católicas pelo Direito de Decidir
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