Pela defesa do respeito à liberdade

FRASES DA SEMANA

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“As mais de 100 milhões de mulheres do Brasil não percebem que o que está acontecendo afeta elas, suas filhas e vai afetar suas netas, porque há um avanço na perspectiva criminalizante dos direitos reprodutivos. E isso é gravíssimo em tempos de zika num conjunto de malformações dos fetos” (14/4/2016)

Basta de insultar a las mujeres, de agredirnos, de tratanos como interdictos, de decir que somos asesinas, de decir impunemente que prestamos el cuerpo (18/3/2016)

Nós temos direito de decidir (10/3/2016)

Os seres humanos tem o direito de viver a sua vida reprodutiva como uma opção e não como uma imposição. E essa opção se dá por diversas circunstâncias, por problemas de saúde da mulher, pelas circunstancias consideradas no nosso código, por problemas de ordem social (22/2/2016)

Hoje, no Brasil, a acumulação de lixo é praticamente igual a foco de proliferação do Aedes aegypti (transmissor da dengue, chikungunya e zika).É espantoso que a maioria dos governos estaduais e municipais não tenha se preocupado com peças publicitárias educativas sobre o descarte de lixo de modo sustentável no Carnaval, no bojo do mutirão nacional de combate ao mosquito! Pior, a falta ou insuficiência de lixeiras nas ruas é a regra nas capitais. O que dizer das demais cidades? Eis a foto da realidade do país que quer imputar às mulheres o maior tributo da epidemia de microcefalia: a injustiça reprodutiva! (15/2/2016)

A questão é que, hoje, milhares de mulheres estão sendo contaminadas, estão atemorizadas, inseguras. Estou lendo na imprensa que algumas estão sendo abandonadas pelos maridos e companheiros porque tiveram um bebê com comprometimento no desenvolvimento cerebral. Não tenho dúvida de que muitas, que podem e têm acesso, estão interrompendo a gravidez em clínicas privadas ou consultórios. Mulheres mais pobres, que não têm condições, podem ser levadas a fazer a interrupção da gravidez em condições não seguras, o que pode até elevar a mortalidade materna no Brasil. É um quadro muito complexo, porque os instrumentos que a sociedade tem para intervir são limitados. (11/2/2016)

Eu sinceramente não sei por que a questão do aborto não é colocada em debate público no Brasil. Acredito que essa postura social perante o aborto se deva, em parte, por causa da religião, mas acho que também ocorra por motivos históricos e inclusive políticos. O acesso público aos contraceptivos não pode anular a necessidade de discussão do tema, afinal sabemos que contraceptivos não são perfeitos, não há como serem. (4/2/2016)

Os casos de zika vão pressionar o debate sobre os direitos reprodutivos. A interrupção da gravidez, em qualquer situação, é uma decisão da mulher. A mulher sem acesso ao aborto legal, independente da situação econômica, pode optar pelo aborto clandestino. Enfrentar a discussão do aborto é inevitável, com tudo que ela traz. (1/2/2016)

Autorizar o aborto não é levar as mulheres a fazê-lo. Quem tem dinheiro e quer já faz. Justamente quem tem mais necessidade não pode ser privado do direito de escolher sobre a própria vida (29/1/2016)

É preciso militar muito ainda pela garantia do direito norteador de todos os demais, que é o direito às decisões sobre o corpo e a vida da mulher, sem interferência de outras, sejam eles um companheiro, a família ou até o Estado. (27/1/2016)


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