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Marcha das Vadias Teresina pede o fim da violência contra a mulher

Portal AZ
 
2/7/2012

De acordo com dados estatísticos do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS), nos trinta anos decorridos a partir de 1980 foram assassinadas no Brasil aproximadamente 91 mil mulheres, 43,5 mil somente na última década. Para alertar a população a respeito da violência contra a mulher, várias cidades do Brasil e do Mundo organizaram passeatas onde expõe a realidade da mulher, que em pleno século XXI ainda é refém do machismo em muitas situações.

Intitulada Marcha das Vadias, as passeatas, que já foram realizadas em São Paulo, Brasília, Belém, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e outras capitais, chegou em Teresina e teve vários adeptos. Segundo a Polícia Militar do Piauí, que acompanhou a Marcha das Vadias em Teresina, que foi realizada na tarde desta sexta-feira (29), cerca de mil pessoas acompanharam a passeata que teve início no cruzamento da Avenida Frei Serafim, com a rua Coelho de Resende.

A Marcha das Vadias em Teresina seguiu pela Frei Serafim, passou pela praça João Luís Ferreira, foi até a praça Rio Branco e voltou para a praça da Liberdade. Muitas mulheres e muitos homens empunharam cartazes exigindo mais respeito e igualdade de direitos para as mulheres. Com os corpos pintados com tinta, onde expunham palavras como respeito, igualdade e fim da violência, os participantes queriam chamar a atenção para o alto índice de violência contra as mulheres.

Uma das participantes da Marcha, foi a delegada titular da Delegacia da Mulher, Vilma Alves, que acompanhou todo o percurso elogiou bastante a iniciativa da passeata. “Essa marcha representa avanço, zelo, observação, protesto. Porque é até um absurdo estarmos no século XXI e termos que fazer protesto dessa natureza, porque os direitos das mulheres do mundo inteiro não são respeitados. As mulheres ainda hoje são tratadas como lixo, como objeto. Esse ato aqui é para dizer que a mulher é livre, é dona do corpo, chega de tanto machismo de tanta submissão, a mulher tem que ser respeitada no seu espaço”, contou a delegada.

 
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